Espanha envia tropas para conter crise migratória histórica após entrada de mais de 49 mil pessoas
A Espanha enfrenta a maior crise migratória de sua história recente na fronteira com o Marrocos. Diante da entrada de mais de 49 mil migrantes em poucos dias na cidade autônoma de Ceuta, o governo espanhol anunciou o envio de tropas militares para reforçar a segurança da região e tentar conter novas travessias.
Segundo o Ministério do Interior da Espanha, ao menos 27 pessoas morreram durante as tentativas de cruzar a fronteira, muitas delas pelo mar. Os migrantes partiram, em sua maioria, da cidade marroquina de Fnideq, utilizando boias, contornando quebra-mares ou escalando as cercas que separam os dois territórios.
O primeiro-ministro da Espanha, , esteve em Ceuta nesta sexta-feira (31) para acompanhar a situação. O governo informou que as autoridades do Marrocos estão colaborando para reduzir o fluxo migratório e impedir novas travessias.
Com cerca de 85 mil habitantes, Ceuta entrou em colapso diante da chegada em massa de migrantes. Sem capacidade para receber todos os recém-chegados, os centros de acolhimento ficaram lotados e centenas de pessoas passaram a dormir nas ruas.
Representantes das forças de segurança classificaram a situação na fronteira de Tarajal como sem precedentes, afirmando que o sistema de controle migratório foi completamente sobrecarregado.
A atual onda migratória supera amplamente os episódios anteriores registrados na região. Até meados de julho, a Espanha havia contabilizado aproximadamente 3 mil entradas de migrantes em Ceuta. Agora, com a estimativa de 49 mil pessoas, a crise ultrapassa o recorde de maio de 2021, quando cerca de 10 mil migrantes cruzaram a fronteira em apenas dois dias, mobilizando autoridades espanholas e europeias.
Comente esta matéria
Participe da conversa. Seu comentário passará por aprovação.